Dia Nacional de Combate à Hipertensão - Pesquisa Revela que Obesidade e Sedentarismo são os Principa


Considerada o principal fator de risco à saúde no mundo, a hipertensão arterial, também conhecida por ‘pressão alta’, é responsável pela morte de 7 milhões de pessoas por ano e faz com que cerca de 1,5 bilhão de pessoas adoeçam, com problemas renais, de coração, derrame e diabetes.

Dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que a doença atinge em média 30% da população brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade. No país, ela também está presente em 5% das crianças e adolescentes, é responsável por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

Motoristas no grupo de risco

Entre as populações expostas a fatores de risco para esta doença, estão os motoristas de caminhão. Um estudo feito por estudantes da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo com 470 caminhoneiros, entre 35 e 54 anos, revelou que os principais riscos para esta população são as dietas inadequadas, obesidade, sedentarismo e o estresse. A pesquisa também revelou que além da hipertensão, esses fatores também podem causar apneia obstrutiva do sono – reconhecida como causa secundária de hipertensão em 50% dos indivíduos portadores desta doença.

Os perigos do sobrepeso, fumo e álcool

A pesquisa revelou que a prevalência de excesso de peso nos motoristas de caminhão hipertensos é superior a dos normotensos, 86,4 e 62,4%, respectivamente. Além disso, estudo prévio observou que o incremento em apenas 1 ponto no IMC (Índice de Massa Corporal) pode acarretar um aumento de 12% no risco de desenvolvimento de hipertensão (Lipowicz e Lopuszanska, 2005). O consumo excessivo de sódio – elemento presente no sal de cozinha, em alimentos industrializados e embutidos – também representa um importante fator no desenvolvimento e na intensidade da doença.

Dos 51,8% dos participantes do estudo que tinham até 9 anos de profissão, 67,1% consumiam bebidas alcoólicas, sendo que a maioria (65%) as ingeria no máximo duas vezes por semana. Do total de motoristas, 82,5% eram fumantes, embora 25% destes relataram já ter fumado em algum momento da vida.

Conclusão

As graves consequências da pressão alta podem ser evitadas, desde que os hipertensos reconheçam sua condição e mantenham-se em tratamento.

Os estudos apontaram que a prevenção da doença está relacionada com a redução no consumo de gorduras saturadas e de bebidas alcoólicas, e no aumento da ingestão de frutas, legumes e verduras. As frutas e hortaliças são ricas em potássio, elemento que tem a capacidade de reduzir a pressão sanguínea, por contrabalançar o sódio no equilíbrio hidrostático da célula (Lipowicz e Lopuszanska, 2005).

Foto: Sociedade Brasileira de Hipertensão

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Foto: Sociedade Brasileira de Hipertensão

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