Menos Perdas e Mais Produtividade Com a Logística Lean


A cultura ‘Lean’ (enxuta), como é conhecida no mercado, é uma forma de organização dos negócios para eliminar ou reduzir perdas nos processos – ou seja, tudo o que não agrega valor a esses processos. Por exemplo, um produto finalizado aguardando liberação de saída ou um estoque acumulado.

Este conceito vem sendo aplicado não só à manufatura de produtos, onde se popularizou por meio do sistema Toyota de Produção, mas também à logística e a toda a cadeia de suprimentos. Atualmente, os setores de transporte e armazenagem são os que mais se utilizam da Lean, depois da área de materiais eletrônicos (13% e 15%, respectivamente - fonte: lean.org.br).

A implantação de um novo sistema em uma empresa demanda, internamente, uma mudança de cultura e não apenas seguir tendências do mercado. Adequar a forma de pensar da equipe a esta nova cultura é o maior desafio na execução desta iniciativa. É importante estudar o processo e o seu fluxo real, estando atento a eles, a fim de identificar onde está havendo perdas, inclusive aquelas não previstas, como itens esquecidos por falta de organização ou mesmo o tempo gasto por um colaborador em encontrar uma informação.

Segundo o consultor Luiz de Paiva, um dos cuidados que devem ser tomados antes de se aplicar Lean é não implantar o conceito apenas por modismo, mas sim fazer uma forte associação entre os possíveis ganhos obtidos com a implantação e a estratégia de negócio. Caso contrário, o melhor a fazer é esperar um pouco mais.

Como identificar o desperdício na cadeia de suprimentos

Sobreprodução: criação de estoque de produto acabado que não será enviado imediatamente ao cliente.

Tempo de Espera: tempos durante o qual o material está esperando e não está sofrendo nenhuma agregação de valor (transformação).

Transporte: tempos de trânsito maiores do que seriam estritamente necessários e custos de ineficiência.

Processamento Adicional: retrabalhos, documentação desnecessária, falta de organização das informações.

Inventário: acúmulo de estoque que não será utilizado no curto prazo.

Movimentação: fazer que pessoas e materiais percorram distâncias maiores do que o necessário. Isto gera tempos e custos maiores.

Defeitos: todo defeito é um desperdício que deve ser evitado.

Lean não é apenas redução de custos e desperdício. Os benefícios a serem obtidos podem ser muito mais que isso:

Agilidade: a informação de toda a cadeia de suprimento flui com maior velocidade e há uma transparência maior na visualização da demanda.

Flexibilidade: rápida adaptação à aumentos ou reduções na demanda e capacidade de alterar facilmente o mix de produtos.

Capacidade de Predição: os requerimentos dos clientes podem ser atendidos em tempo “quase-real”, e a performance comprovada instantaneamente.

Criação de Valor para o Cliente: oportunidades de inovações, rápida e definitiva resolução de problemas, aumento do valor agregado ao produto.

Referência: OGerente.com

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