Investimento nas estradas brasileiras é menor que gastos com acidentes


Uma das premissas do Grupo Farrapos já dizia que ‘tão importante quanto o destino é a forma com que os caminhos são percorridos’. Garantir a segurança dos veículos, da carga e dos motoristas no trecho e a pontualidade na entrega são tarefas árduas enfrentadas por muitas transportadoras, por não contarem com a devida contrapartida dos Governos em manterem as estradas adequadas ao tráfego de caminhões.

Pelos dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2017, chega-se à conclusão de que o investimento nas rodovias é menor que o gasto com acidentes, e que as más condições das pistas brasileiras geram mortes, além de prejuízos ambientais e financeiros. Só em 2016, foram registrados 96.362 acidentes nas rodovias federais brasileiras, resultando em 6.398 mortos.

A baixa qualidade das rodovias é um problema para todos que circulam nelas

O estudo revela que, em 2016, o valor investido pelo governo federal em infraestrutura rodoviária foi de apenas R$ 8,61 bilhões, enquanto esses acidentes custaram R$ 10,88 bilhões, levando em consideração os custos das perdas de vidas, dos danos materiais dos veículos e das perdas de cargas.

Investir esses recursos em melhoria de infraestrutura da malha rodoviária – com pavimento, sinalização e geometria da via adequados — diminuiria os acidentes e as mortes e motivaria as operadoras de transporte a continuarem investindo em segurança e manutenção da frota.

O Grupo Farrapos, por exemplo, investe constantemente na renovação, modernização, diversificação e ampliação da frota – com idade média de 5 anos –, a fim de garantir a tranquilidade de seus profissionais e dos clientes. O diretor da operadora, Ismael Zorzi, conta que a preocupação vai além da padronização da frota e da rede de distribuição. “Efetuamos um controle rígido sobre manutenção preventiva, conservação dos veículos, treinamento e reciclagem dos motoristas, valorizando assim os profissionais, o meio ambiente, os clientes e o trânsito em geral”, afirma o executivo.

Parte da frota do Grupo TGA no pátio da nova unidade de Vinhedo/SP

Tanto investimento e comprometimento por parte das empresas com os stakeholders do setor demanda, por outro lado, uma garantia de manutenção básica das estradas pelos órgãos responsáveis, a fim de que essas ações possam se perpetuar em benefício de todos.

Dos 105.814 km de rodovias brasileiras pesquisadas pela CNT, 61,8% desta extensão apresentou algum tipo de problema – mais de 2.500 km a mais que no ano anterior.

Acostamento e placa de sinalização de curva perigosa cobertos pelo matagal

Entre os principais pontos observados em termos de queda na qualidade estão: sinalização, com 59,2% dos trechos com algum tipo de deficiência; pavimentação, com 50% de toda a extensão avaliada entre regular, ruim ou péssima; e geometria, com 77,9% do trecho apresentando alguma deficiência.

Buracos e irregularidades na pista: falta de investimento gera mais gastos com acidentes

Fontes de pesquisa: Pesquisa CNT de Rodovias | Agência CNT

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