Estradas brasileiras sofrem com estagnação, falta de manutenção e segurança, diz Anuário da CNT


O Anuário da Confederação Nacional do Transporte 2018 (CNT) foi publicado nesta segunda-feira, 13, com dados fresquinhos sobre o modal rodoviário brasileiro, referentes ao período 2009 a 2017. Entre os principais levantamentos está o relativo à estagnação e falta de manutenção e segurança da malha rodoviária.

A malha rodoviária pavimentada cresceu apenas 0,5%, ou seja, 962 km em relação aos 212.491 km de 2009. Do total de 1,720 milhão de quilômetros de estrada registrados em 2017, apenas 12,4% (213.453 km) permaneceram pavimentados, ou seja, não houve nenhum aumento. As estradas não pavimentadas totalizaram 78,5% e as planejadas 9,1%.

Ainda segundo o anuário, 77,9% das vias apontaram problemas nos ângulos das pistas (31,1%); em 8,4% delas a geometria é insatisfatória e em 28,4% regular. Nos 50% dos trechos analisados, 2,8% possuem péssima pavimentação asfáltica, e em 13,2% deles ela é ruim. A sinalização também revelou-se deficiente em 59,2% das rodovias analisadas, sendo que em 13,2% delas a sinalização é péssima e em 14,1% é ruim.

O maior problema ainda é o da falta de segurança. Só no ano passado, as estradas brasileiras registraram 6.243 mortes, muitas delas resultado do mau estado de 61,8% das principais rodovias.

Mesmo com os resultados ruins relativos às pistas, a frota de veículos registrados no país cresceu 63,6%, indo de 59,361 milhões para 98,201 milhões. Segundo a CNT, a frota para transporte de carga era de 2,195 milhões de veículos de empresas, 1,349 milhão de veículos de autônomos e 46.294 caminhões de cooperativas. A frota para transporte internacional de carga ficou em 139. 129 veículos.

O presidente da CNT, Clésio Andrade, alerta que os dados do Anuário reafirmam a necessidade de realização de fortes investimentos em infraestrutura de transporte. “A precariedade e a insuficiência de rodovias, portos, aeroportos e hidrovias é uma barreira à retomada do desenvolvimento econômico do país. O Brasil precisa adotar, com urgência, uma política de Estado para infraestrutura com o objetivo de criar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável, com geração de empregos e renda no volume de que o país necessita”.

Fonte de pesquisa: Anuário CNT 2018

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