57% das rodovias brasileiras apresentam problemas, revela Pesquisa da CNT 2018


Apenas 11,6% das rodovias pavimentadas do país são consideradas ÓTIMAS e 57% apresentam problemas. Este é um dos resultados da 22ª Pesquisa CNT de Rodovias 2018, feita pela Confederação Nacional do Transporte e o SEST/SENAT (Serviço Social do Transporte/Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), que avaliou este ano 87.563 km (81,7%) de rodovias públicas e 19.598km (18,3%) de rodovias concedidas.

Divulgada recentemente, a pesquisa traz dados muito importantes, não apenas para quem circula nas estradas, mas também para o negócio de embarcadores e transportadoras.

Melhoram condições gerais, pioram pontos críticos

Apesar dos problemas com as condições gerais das estradas apresentarem leve queda em relação ao ano passado (de 61,8% em 2017 para 57% em 2018), o número de pontos críticos subiu de 363 para 454 (25,1%). Consideram-se aqui as situações críticas que ocorrem ao longo da via e que podem trazer graves riscos à segurança dos usuários, tais como queda de barreira sobre a pista, ponte caída, erosões na pista, buracos grandes etc.

A ligeira melhora no estado geral das rodovias deu-se em função da melhora na sinalização da infraestrutura. No ano passado, a pesquisa registrou 40,8% de ótimo ou bom. Neste ano, a marca foi de 55,3%. Já o percentual de ruim, regular e péssimo era de 59,2% em 2017 e agora é de 44,7%.

Aumento do custo operacional

De acordo com a pesquisa, somente os problemas no pavimento geraram um aumento médio de 26,7% no custo operacional do transporte. Afinal, rodovias deficientes reduzem a segurança viária, aumentam o custo de manutenção dos veículos, além do consumo de combustível, lubrificantes, pneus e freios.

Condição das rodovias

Segundo o estudo, a maior parte das rodovias não atingiu nem o conceito BOM, revelando-se REGULAR (35,2%). E o que mais preocupa é a nota daquelas que revelaram-se PÉSSIMAS: 6,5%, ou seja, um número não muito distante das consideradas ÓTIMAS. A análise também mostrou que 31,4% estão em BOM estado, e 15,3% estão RUINS.

Classificação por região

A região que apresentou as melhores estradas foi a Sudeste, com 26,2% consideradas ótimas, seguida pela região Centro-Oeste, com 8,2%.

Já a região com as piores estradas é a Norte, com 14% das rodovias péssimas, 43,8% regulares e apenas 2% consideradas ótimas. Um pouco melhor aparece a região Nordeste, com 10% de rodovias péssimas, 35,9% de boas e 5,8% de ótimas.

Classificação por estado

São Paulo é o estado com as melhores estradas do país, com 54,7%, e os menores registros de rodovias péssimas (0,5%) e ruins (2,9%). Logo atrás vem o estado de Roraima, com 51,3% de estradas ótimas, 1,5% péssimas e 19,1% ruins.

Os estados com os piores resultados são o Amazonas, com 40,6% de péssimas rodovias, e o Acre, com 35%.

As 10 melhores ligações rodoviárias do país passam por São Paulo e são constituídas de rodovias concessionadas. Veja os quadros a seguir.

Aumento de CO2 nas estradas

A pesquisa da CNT também chamou atenção para o consumo desnecessário de diesel nas estradas em 2018. Foram 876,78 milhões de litros, representando 2,32 MtCO2eq emitidos a mais pela combustão do combustível – um desperdício que deve custar aos transportadores cerca de R$3 bilhões até o final do ano.

Acidentes

Por fim, o estudo acrescentou dados de 2017 sobre acidentes nas estradas federais. Isso porque o resultado, só agora apurado totalmente, ultrapassa os recursos previstos pela União para investimento nas rodovias federais este ano. Os 89.396 acidentes ocorridos no ano passado, geraram um prejuízo de quase R$10,77 bilhões. Sem falar nas perdas inestimáveis, como a vida de 6.243 pessoas, e os 84.075 feridos.

Fonte de pesquisa: Pesquisa CNT de Rodovias 2018

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