Os 5 níveis de automação dos caminhões autônomos


Apesar dos resultados preocupantes dos estudos sobre o impacto da automação na profissão de caminhoneiro, os motoristas podem ficar tranquilos. Pelo menos é o que diz Paulo Cardamone, presidente da consultoria Bright Consulting, em entrevista ao Estadão.

O executivo lembra que ainda será necessário um amplo desenvolvimento tecnológico e de inteligência artificial para que os caminhões autônomos sejam possíveis no nível máximo de autonomia. Ainda assim, seria preciso cerca de 1,5 milhão desses veículos rodando no país para ocupar o lugar de dois milhões de caminhoneiros; e a indústria brasileira não terá escala e nem uma regulamentação ética para isso, nem nos próximos 20 anos.

Mesmo distante das estradas brasileiras, o caminhão autônomo deverá ser realidade em ambientes controlados, ainda que com o controle de motoristas. Por isso, é importante conhecer os níveis de automação* desses veículos e acompanhar sua evolução. Confira a seguir:

Níveis de automação

NÍVEL 1 - o caminhão mantém a velocidade e a distância que o motorista determinar do veículo à frente. Monitora mudança involuntária de faixa, identifica cansaço do condutor e freia automaticamente em caso de risco de acidente. Volvo FH, Mercedes-Benz Actros e Scania R e S têm essas tecnologias. No novo Actros, que será lançado em 2020, elas serão de série.

NÍVEL 2 - o motorista pode retirar as mãos do volante por períodos curtos. O automóvel desvia de obstáculos, impede ultrapassagem se outro veículo estiver se aproximando e estaciona sozinho. Volvo VM e Axor 3131 possuem essa tecnologia para trafegar em ambientes controlados nos canaviais.

Foto: Axor 3131, da Mercedes-Benz do Brasil, com direção autônoma e Nível 2, utilizado na colheita de cana-de-açúcar / Divulgação

NÍVEL 3 - o condutor pode largar o volante e ler ou falar ao telefone. O sistema o monitora só para saber se está apto a reasumir o controle caso seja necessário e manda sinais se entender que há risco de acidente, caso o motorista durma.

NÍVEL 4 - o motorista é dispensável na maior parte do tempo. Ele só será acionado caso o carro não saiba lidar com alguma situação, como decidir se prossegue ou não em meio a uma nevasca, por exemplo. O veículo é capaz de agir em emergências, pois o motorista pode não estar pronto para assumir o volante. O caminhão Future Truck 2025, da Mercedes-Benz que é ainda um conceito, tem essa tecnologia.

NÍVEL 5 - o máximo da automação porque não há necessidade de motorista. O caminhão não tem volante, pedais nem alavanca de câmbio. A condução é 100% automatizada e segue comandos.

* NTC&Logística

Legenda:

Foto capa: Cascadia da Freightliner , da Daimler Trucks, novo com recursos de condução parcialmente autônoma (Nível 2) / Divulgação

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