10 dicas para organizar sua vida financeira durante a quarentena do novo Coronavírus


Sabemos que o momento é de grande preocupação com a pandemia do novo Coronavírus. Para que tudo seja conduzido de forma previsível e com menos danos a todos nós, é preciso fazermos a nossa parte, respeitando o distanciamento social, cuidando da higiene, da saúde e, por que não, das nossas finanças pessoais? Afinal, a História mostra que tempos de quarentena exigem economia, planejamento e até poupança para o futuro. Porque se há uma certeza é a de que se fizermos tudo certo, em alguns meses tudo isso passará e as nossas vidas voltarão à normalidade.

Por isso, resumimos algumas dicas do GLab sobre como organizar seu orçamento e melhorar a saúde financeira, para que você e sua família passem pela quarentena com mais conforto e segurança. Confira a seguir. Planeje-se e fique em casa!

1- Liste os seus ganhos e gastos

Anote todos os gastos, por um mês, para visualizar um cenário completo. Tire algumas horas para reunir holerites, comprovantes de pagamento, extratos de bancos, faturas de cartões de crédito, boletos, cobranças e carnês dos últimos três meses. Em um papel, no computador ou celular, liste os ganhos, as despesas fixas e essenciais do mês e os gastos variáveis, de lazer e supérfluos. No final, some o quanto está entrando mensalmente, oquanto você está gastando com o que é essencial, com o que é variável e até mesmo dispensável.

2- Liste todas as suas dívidas

Crie uma nova coluna na tabela para listar todas as dívidas que estão consumindo parte do seu orçamento - ou que estão paradas, aguardando você tomar uma atitude: empréstimos, parcelamentos, negociações, boletos atrasados, mensalidades, faturas do cartão, cheque especial, etc. É o choque essencial para planejar os próximos passos.

3- Responda: sobra ou falta dinheiro no final do mês?

Compare as colunas de ganhos, despesas essenciais, gastos variáveis e dívidas: está sobrando ou faltando dinheiro no fim do mês? Se a diferença entre ganhos e gastos é maior do que você pensava, aproveite o susto para começar a cortar excessos. Mostre a tabela para a família e inclua todos na discussão dos próximos passos, tentando ser mais conscientes com o consumo.

4- Renegocie e organize suas dívidas

Dívidas urgentes são aquelas que vão desestabilizar a vida da família. Se tem atrasos com aluguel ou financiamento da casa, procure a imobiliária ou o banco para mostrar seu empenho em resolver. Para contas de água, luz e gás atrasadas, entre em contato com as empresas e negocie um parcelamento para evitar cortes. Se possível, ofereça para pagar a primeira parcela de imediato. Faça o mesmo com a mensalidade da escola dos filhos. Prepare as propostas de pagamento que caibam no seu orçamento.

Bancos, cheque especial, rotativo do cartão e crédito para negativados têm os juros mais altos do mercado. Considere trocar esse tipo de dívida por opções com juros mais baixos, como crédito pessoal ou empréstimo consignado. Da mesma forma, ligue para bancos e instituições financeiras para renegociar financiamentos e parcelamentos. O momento de juros mais baixos na economia é perfeito para isso. E não hesite em procurar a portabilidade da sua dívida para uma instituição que ofereça condições mais favoráveis, caso o gerente não lhe ofereça um bom negócio.

5- Corte os excessos nas contas

Aproveitando que listou todos os serviços, assinaturas e boletos que paga, reavalie o que está usando realmente: streaming de música, de séries e filmes, games, leitura de revistas, jornais, entrega de produtos e compras. Converse com a família para cancelar os que possuem versão gratuita ou que vocês menos acessam. Ligue para as operadoras de telefonia, celular, internet, TV a cabo e outros serviços para negociar uma redução das tarifas ou dos planos. Se não houver negociação, pense em mudar de operadora. Se o objetivo atual é reduzir gastos, pode ser a hora de cancelar a academia e buscar alternativas em vídeos e apps com exercícios para fazer em casa. Aproveite o momento também para cozinhar mais em casa, ao invés de pedir comida - e gastar mais - nos apps e serviços de delivery.

6- Seja consciente e acompanhe os gastos com mais atenção

Controle os gastos e a impulsividade para organizar a vida financeira. Isso não significa deixar de fazer coisas que você gosta, mas, sim, encaixar os programas no seu orçamento. Dizer não a alguns convites e ao seu próprio impulso consumista deve ser parte do cotidiano de quem quer ter dinheiro na conta no final do mês. Trabalhando de casa, tente não acessar lojas virtuais sem motivo. Para acompanhar os gastos com mais atenção, uma sugestão é concentrá-los no cartão de crédito ou débito. Acompanhe a fatura pelo app no celular, pelo menos, a cada três dias. Se você controlar os gastos ao longo do mês, não terá surpresas no fechamento da fatura do cartão. Com todos os gastos listados, a ideia é que, naturalmente, você ganhe mais consciência sobre os pequenos gastos do dia a dia e o peso que eles fazem no seu orçamento geral.

7- Se necessário, tome medidas mais drásticas

Se o seu endividamento é mais grave ou se seu estilo de vida não cabe mais no seu orçamento, é preciso levar em consideração algumas mudanças mais drásticas: procurar um imóvel com aluguel mais barato, vender o carro, mudar os filhos de escola, desfazer-se de eletrônicos, livros, sapatos e peças que possam render algum dinheiro na venda. Há grupos no Facebook e sites especializados que agilizam esse processo. Aproveite os dias em casa para procurar oportunidades de renda extra. A economia vai sofrer um baque com a pandemia, porém, pode haver chances de trabalhos como freelancer para empresas. Acione seus contatos, faça cursos online e mantenha-se ativo.

8- Organize seu orçamento de forma racional

Após um período de consumo mais consciente e corte de excessos, sua lista de ganhos e gastos estará atualizada e você pode organizar seu orçamento de forma mais racional. Especialistas em finanças pessoais criaram a regra 50-30-20, uma fórmula simples que divide os gastos em três categorias:

- 50% para gastos essenciais, como moradia (aluguel, financiamento da casa, condomínio, água, luz, manutenção), educação, saúde, alimentação nos dias úteis e transporte;

- 30% para os gastos variáveis, supérfluos e do estilo de vida, como cuidados pessoais, celular, combustível do carro, academia, internet, TV a cabo, lazer, diversão, alimentação no final de semana e compras;

- e 20% para pagar dívidas e investir para metas de médio e longo prazos e para o futuro.

As proporções podem variar um pouco, mas o ideal é tentar mantê-las nesse patamar.

9- Estabeleça metas e prioridades

Defina metas e mantenha o foco nas coisas importantes, como pagar os estudos dos filhos ou planejar uma aposentadoria com conforto. A primeira dica é estabelecer suas metas de curto, médio e longo prazos da forma mais objetiva possível, com período e o valor planejado. Depois da ajuda da família para sair das dívidas, esse foco motiva a todos para seguir reduzindo gastos e controlando o consumismo em nome de prioridades e objetivos maiores.

10- Crie sua reserva de emergência e comece a investir

Com dívidas pagas e encaixadas no orçamento mensal, é hora de começar sua reserva de emergência. Especialistas em finanças pessoais defendem o equivalente a três até seis meses de renda reservados. Independentemente do valor, o ideal é começar.

Boa quarentena!

Com GLab

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